quarta-feira, 10 de maio de 2017

ANIVERSÁRIO DE JUIZ DE FORA

31 DE MAIO – 167 ANOS DA EMANCIPAÇÃO POLÍTICA DE JUIZ DE FORA
Sociedade de Belas Artes Antônio Parreiras, segunda do gênero no País;
Marmelos, primeira usina Hidroelétrica da América do Sul;
Segundo maior museu Imperial do Brasil, “Mariano Procópio”;
Em 1870 Juiz de Fora era primeiro lugar na contribuição de impostos para os cofres de Minas Gerais;
Companhia Ferrocarril de Bondes, primeiro transporte público de Minas com tração animal.
1887 - Primeiro Banco de Minas Gerais, Banco Territorial e Mercantil de Minas;
No início do século XX era a cidade mais rica e industrial de Minas Gerais, sendo suplantada somente pelo Rio de Janeiro e São Paulo no Brasil;
Primeira iluminação pública elétrica do Brasil, a cidade foi iluminada antes de Paris;
1893 - Primeiro jogo de futebol no Brasil foi em Juiz de Fora, em 1893, no Instituto Granbery;
1896, a quinta Associação Comercial mais antiga do Brasil depois de Salvador (1811), Rio de Janeiro (1809), São Paulo (1894) e Belém do Pará (1819).
A Academia Mineira de Letras foi fundada em Juiz de Fora em 25/12/1909;
Cine Teatro Central, um dos dez melhores do Brasil;
Estabelecimento Ciampi, o primeiro “arranha-céu” de Minas Gerais;
28 /09/ 1948 - a primeira transmissão de televisão da América Latina, Olavo Bastos Freire;
No Ed. Clube Juiz de Fora tem um painel “As quatro estações”, de Candido Portinari e os desenhos de “Cavalos” criados pelo mesmo artista e Paulo Verneck;
O prédio do Banco do Brasil na Av. Getúlio Vargas é projeto de Niemeyer;
Mata do Krambeck, a maior reserva urbano, particular, do mundo;
FUNALFA, a primeira fundação municipal responsável por cultura criada em Minas Gerais.
ESSA CIDADE NOS ENCHE DE ORGULHO

sábado, 12 de abril de 2014

A HISTÓRIA DE JUIZ DE FORA

PREFÁCIO
Quando, no século XVII, Garcia Rodrigues Paes passou por esses rincões construindo o caminho novo, estava apenas atendendo a ganância de Portugal pelo ouro. Não se imaginaria que 300 anos depois existiria uma pujante metrópole chamada juiz de fora.
Três séculos é pouco, se considerarmos o tempo em sua plenitude. O que aconteceu nesse sítio para que houvesse essa grande transformação, porque aqui nesse local? Porque outros locais ao entorno não obtiveram esse desenvolvimento?
É óbvio que fatores naturais (geografia, clima etc.) Influenciaram, mas, principalmente, as pessoas é que fizeram a nossa história, com muito “suor e lágrimas”; com enorme esforço intelectual; com inteligência, dedicação e perseverança.
Diversos incidentes ocorreram muitos deles com força suficiente para mudar o rumo de nossa história. O café que foi a base de nossa economia lá no começo, na época dos barões, acabou no despontar do século XX. Surgiu a indústria, formaram-se gerações de industriais e de operários, até que mais no final do desse século vão-se embora as fábricas de tecidos, depois as malharias, as fábricas de calçados e tantas outras. Chegamos, enfim, nos dias atuais onde predomina o setor de serviços.
Se o barão de Bertioga não tivesse fundado a Santa Casa e se não houvesse uma faculdade de medicina, essa cidade não seria referência regional em saúde; se não existisse uma academia de comércio, um Granbery, um colégio Santa Catarina e a UFJF, não seriamos um polo regional em educação.
É sobre os pilares dessa história que se construiu nossa sociedade, é preciso deixar claro que tudo que existe, hoje, nessa cidade: ruas, escolas, jardins, hospitais, transporte e tantas coisas mais, estão aí porque alguém se interessou por construí-las.
Nossa identidade cultural também foi formada em cima dessa história e precisamos defendê-la.

SÉCULO XVII
O COMEÇO: OS PRIMEIROS MORADORES DA REGIÃO
Eram os Goitacás, os primeiros moradores das planícies do sul do rio Paraíba, ou seja, uma etnia autônoma dos tupis e dos jês e teriam a mesma origem dos Puris, Coroados e Coropós.
Eles seriam originários da costa e por volta de 1630, teriam sido “empurrados” pela colonização dos campos da foz do Paraíba para as florestas do Estado do Rio e daí forçados, por tamoios dispersos, para o interior, através dos afluentes do Paraíba. Alcançaram o sopé da serra da Mantiqueira pelo Rio Paraibuna, Rio Pomba e demais rios dessa região.
Sua migração dos descampados do litoral para as florestas e serras do interior, alterou sua maneira de viver, seus hábitos e costumes. Se mantiverem com a caça e a pesca. Praticavam uma agricultura rudimentar, produzindo milho e mandioca. Da farinha de milho produziam uma bebida chamada eivir ou viru. Eram hábeis navegadores. Conseguiam produzir fogo (tatã) pelo atrito das pedras. Eram poligâmicos.

ESTRADA REAL
Estrada Real era o nome de todos os caminhos na época do Brasil colônia, entre elas, destaca-se as variantes que saiam do Rio de janeiro e partiam em direção do ouro das Minas Gerais. Eram chamados de caminhos, mas não passavam de picadas abertas nas florestas, pelos índios ou colonos. No final do século XVII, a rota preferida para chegar à região de exploração do ouro das Minas Geraes, era o Caminho Velho, que ia de Paraty à Vila Rica. Era uma longa viagem que se estendia por mais de 1.200 quilômetros que eram percorridos em mais ou menos 95 dias (quando o ouro chegava a parati, seguia de navio para o Rio de Janeiro).

ENTRE 1699 e 1707 - CAMINHO NOVO
Entre 1699 e 1707, Garcia Rodrigues Pais abriu o caminho novo que foi autorizado por Carta-Régia em 1699, endereçada ao governador da capitania do Rio de Janeiro, Artur de Sá Menezes. Garcia era filho de Fernão Dias Pais Leme, que tinha participado da bandeira de 1674-1681.
O caminho iniciava nos fundos da baía de Guanabara seguia mais ou menos 12 quilômetros pelo rio Iguaçu e até a vila de Xerém, dali em diante as mercadorias seguiam em cavalos ou lombo de burro pela reserva a do Tinguá, freguesia, arraial de Santana das Palmeiras. Subia a difícil e íngreme serra até Paty do Alferes, descia em direção à Paraíba do Sul onde cruzava o rio, tomava o sentido norte, atravessando a Serra das Abóboras, alcançando o Rio Paraibuna, na altura de Levy Gasparian e passava, então, na região onde se encontra a atual Juiz de Fora ao lado esquerdo do rio Paraibuna, seguindo em direção à Vila Rica.
Em 1700 Garcia já tinha conseguido uma abertura para passagem de pedestres e prosseguiu melhorando-a para permitir a passagem de cargas e terminou a construção em 1709. A empreitada, então passou a levar entorno de 30 dias.

SÉCULO XVIII
1709 - FAZENDA SÃO MATEUS
Situada às margens da rodovia MG-353, a 15 km do centro da cidade e próxima do Rio do Peixe, a Fazenda São Mateus foi um ícone do período cafeeiro de Juiz de Fora.
Fundada em 1709 pelo coronel Matias Barbosa da Silva, depois de passar por outros proprietários foi adquirida em 1803 por José Inácio Nogueira da Gama, que faleceu em 1839 deixando sua esposa, a Baronesa de São Mateus, à frente da administração. Em 1890, foi comprada por Cândido Teixeira Tostes que morreu em 1927 quando seu filho, João Tostes, passou a administrar o local. nos meados do século XX a propriedade pertencia a João Gualberto de Carvalho e sua esposa Dona Anália Campos de Carvalho. 
A partir de 1974 passou à família Villela que lhe deu o formato atual. 
Na propriedade tem a casa-grande (construída, provavelmente, no início do século XIX), com 26 quartos, 21 banheiros, 12 salas e varanda com 45 metros; a igreja dedicada a São Mateus, erguida em 1933, que possui 200 assentos; casas de colonos, estábulo e outras instalações e no auge da produção de café, produziu 25 mil sacas por ano.
Recebeu visitas ilustres: Tiradentes passou por ali poucos dias antes de ser preso e esquartejado; O Imperador Dom Pedro II chegou em 1842, quando a Baronesa alforriou vários escravos em sua homenagem. Na década de 1920 recebeu uma missão militar francesa, chefiada pelo general Gustave Gamelin, que veio ao Brasil para modernizar o Exército. Em 1934 recebeu o presidente Getúlio Vargas, que veio passar seu aniversário em Juiz de Fora Acompanhado de sua esposa mulher, as duas filhas e um ajudante-de-ordem, capitão Ubirajara.
Vargas voltaria outras vezes à São Mateus, em 1935 e 1936, quando despachou, recebeu ministros e o governador Benedito Valadares, assinou um decreto autorizando a repatriação dos restos mortais dos inconfidentes exilados na África, foi entrevistado por João Carriço, participou de cavalgadas e caçadas a porcos-do-mato, visitou o Museu Mariano Procópio e a fábrica de estojos e espoletas de artilharia, a IMBEL.

Doutor Candinho
As fazendas São Mateus e Sant'Ana pertenciam ao doutor Cândido Teixeira Tostes, o Doutor Candinho e no final do século passado eram consideradas as duas melhores
Doutor Candinho, advogado, era o maior produtor de café de Minas Gerais e a maior fortuna do estado no final do século XIX. Ocupou a diretoria do Banco de Crédito Real de Minas Gerais, em 1897

1713 - O JUIZ DE FORA
A construção do Caminho Novo favoreceu a ocupação do vale onde se encontra o município de Juiz de Fora e fez surgir um povoado por volta de 1713, quando Garcia e sua comitiva chegou ao Rio Paraibuna.
As terras ao entono dessa passagem foram transformadas em Sesmarias (grandes porções de terras) e cedidas pelo reino de Portugal a algumas pessoas, como forma de retribuir os serviços prestados), quatro foram cedidas a Garcia. Numa delas foi construída, mais tarde, a Fazenda do Alcaide-mor, Thomé Corrêa Vasques, seu genro.
João Oliveira, secretário do governador da capitania, também recebeu em 1710 uma área de terra, à margem direita do rio Paraibuna que a vendeu em 1713 ao Dr. Luís Fortes Bustamante e Sá, um juiz itinerante (Chamado na época de Juiz de Fora) da cidade do Rio de Janeiro. Essa propriedade passou a ser chamada por Sesmaria do Juiz de Fora e se 
transformou num ponto de referência, o que levou a cidade, posteriormente ser batizada com esse nome.
(1777-1850) ANTONIO DIAS TOSTES
O capitão Antonio Dias Tostes III foi casado com Ana Maria do Sacramento e em segundas núpcias com Guilhermina Celestina Teixeira da Natividade.
As terras onde se localiza a cidade de Juiz de Fora eram de suas, pois, era proprietário das fazendas Fortaleza, Retiro, Juiz de Fora (deu origem ao nome da cidade), Marmelo e Graminha.
O nome da cidade foi dado pelo deputado Marcelino de Assis Tostes, o Barão de São Marcelino em 1865, neto de Antônio Dias Tostes. Uma de suas filhas se casou com Henrich Guilherm Ferdinand Halfeld.

SÉCULO  XVIII - FAZENDA TAPERA
com a abertura do Caminho Novo do Paraibuna foi construído o prédio que foi residência do "Alcaide-Mór do Fisco e do mays", onde funcionou a primeira repartição pública da região, local de depósito do ouro da Província, também conhecida como Fazenda da Tapera, situada na Rua Alencar Tristão nº 236.
esse imóvel foi doado, já no século XX para a Santa Casa de Misericórdia pelo Dr.Cícero Tristão e obriga a donatária a "manter e conservar sem modificar ou transformar a sede doada, cuidando dela como patrimônio histórico da cidade de Juiz de Fora e das famílias Tostes e Tristão".
http://www.jflegis.pjf.mg.gov.br/c_norma.php?chave=0000013475
SÉCULO XIX
1820- SANTO ANTONIO DO PARAIBUNA
Desde 1820 já se tinha notícia de um povoado nessa região conhecido como Santo Antônio do Paraibuna, pertencente ao município de Barbacena.

23/06/1821- 14/02 /1872 - MARIANO PROCÓPIO FERREIRA LAGE
Mariano Procópio foi um dos maiores empresários de Juiz de Fora, em todos os tempos, alavancou o desenvolvimento econômico e social com ações que influíram e definiram o futuro dessa cidade.

Nasceu em Barbacena em 23 de junho de 1821 e faleceu em Juiz de Fora a 14 de fevereiro de 1872 e era filho de Maria José de Santana, 1.ª baronesa de Santana.
Tinha a formação em engenharia, foi um político de expressão, comerciante e produtor agrícola, autor de livros técnicos e investidor em imóveis e ações.
Construiu a Estrada União Indústria;
Foi diretor na Estrada de Ferro;
Fundou a Colônia D. Pedro II (1858) para imigrantes alemães e a Escola Agrícola União e Indústria (1869). Mariano, também foi fundador e presidente do Jockey Club Brasileiro no Rio de Janeiro e oficial da Legião de Honra da França. Iniciou em 1861 a construção da Villa Ferreira Lage, onde posteriormente seu filho, Alfredo Ferreira Lage, instalou o primeiro museu histórico de Minas Gerais em 1915
Foi eleito deputado provincial em 1861 e representante de Minas Gerais na Assembleia Geral do Império entre 1861-1864 e 1869-1872;
1825 - HALFELD, FUNDADOR DA CIDADE, CHEGA AO BRASIL
Dois tenentes engenheiros, mercenários, foram trazidos da Alemanha, para formar o "Corpo de Tropas Estrangeiras” do Exército Brasileiro, após a proclamação da Independência. Eram os tenentes Halfeld e Koeler, que foram, respectivamente, fundadores de Juiz de Fora e de Petrópolis.
Heinrich Wilhelm Ferdinand Halfeld nasceu em Clausthal- Zellerfeld, Reino de Hannover em 23 de fevereiro de 1797. Formou-se em engenharia na Bergakademie Clausthal.
Chegou ao Brasil em 1825 a bordo do veleiro “Doris” para integrar o Imperial corpo de Estrangeiros formado por D. Pedro. Em 1826 foi nomeado "Engenheiro da Província de Minas Gerais", quando passou a residir na cidade de Vila Rica (Ouro Preto).
Entre 1837 e 1838 recebeu do governo a incumbência de construir a Estrada do Paraibuna ligando Vila Rica, então capital Mineira, à Paraibuna, na divisa com o Rio de Janeiro. Quando Halfeld chegou à região, onde atualmente se encontra a cidade de Juiz de Fora, não havia nenhum agrupamento urbano além do Morro da Boiada e a Fazenda do Juiz de Fora. Durante as obras, em certo ponto dessa estrada, Halfeld abandonou o traçado sinuoso do “Caminho Novo”, ao invés de seguir pela margem esquerda do Rio Paraibuna, Halfeld preferiu a margem direita, e criou um trecho de 4 km em linha reta que mais tarde, transformou-se na Rua Direita e hoje é a Avenida Barão do Rio Branco. Com a estrada a região teve um novo impulso, propiciando o crescimento do arraial, que em 31 de maio de 1850 foi elevado à categoria de município.
Em 1842, como Capitão de Engenharia, participou da vitória das tropas leais ao imperador na Batalha de Santa Luzia e foi condecorado com a "Imperial Ordem da Rosa".
Em 1852 foi encarregado de realizar o balizamento do rio São Francisco, tendo percorrido e explorado o rio com seus afluentes desde Pirapora até ao Oceano Atlântico em um total de mais de 2 mil km, resultando em um extraordinário relatório consultado até os dias atuais.
Durante as obras próximas à região de Santo Antonio do Paraibuna ficou hospedado na fazenda do tenente Antônio Dias Tostes. Como sua primeira esposa havia falecido em Mariana, em 13 de maio de 1839, casou-se com Cândida Maria Carlota, filha de seu hospedeiro em 8 de janeiro de 1840. Halfeld ainda se casou uma terceira vez com Maria Luiza da Cunha Pinto Coelho. Nos três casamentos gerou 16 filhos. Faleceu em 22 de novembro de 1873 em consequência de um “tiro acidental”, quando limpava uma arma e foi enterrado no Cemitério Municipal, “cemitério velho” onde seu túmulo pode ser visitado.
31 DE MAIO DE 1850 -
 COMEÇA A EXISTIR UMA CIDADE
31 de maio de 1850 é a data oficial de fundação da cidade, foi nessa data sua elevação à categoria de Vila com o nome de Santo Antônio do Paraibuna.
Em 02 de maio de 1856, a Vila tornou-se o município do Paraibuna.
1844 - CATEDRAL DE SANTO ANTÔNIO
A primeira capela de Santo Antônio teria existido no Morro da Boiada, em 1741 e uma segunda capela ainda foi construída sobre a demolição da primeira. Em 1812 Antônio Dias Tostes, pediu autorização ao Governo do Império para transferi-la para Estrada Geral (hoje, Avenida Barão do Rio Branco) e em 1844, foi inaugurada. No mesmo local construiu-se o primeiro cemitério da cidade.
Com a emancipação do nosso município, em 31 de maio de 1850, a capela foi transformada na primeira paróquia de Juiz de Fora e batizada em homenagem ao padroeiro da cidade, Santo Antônio, e ficou sendo a única até 1900.
Em 1864, a capela foi derrubada para a construção de uma Igreja e em 1885 o Cemitério Municipal foi transferido para onde hoje se encontra.
A nova matriz foi inaugurada em 1866, com espaço maior e construída atrás do prédio original. Em 1924, Dom Justino, nosso primeiro bispo, realizou algumas reformas no prédio, como o novo piso, ampliação do presbitério, nova pintura, novo púlpito, altar de mármore, além da reforma do trono e do lustre de cristal.
Na década de 40, Dom Justino lançou a ideia de reformar a matriz, adotando um projeto arquitetônico em estilo gótico. Sem conseguir os recursos necessários para a “Catedral Gótica”, foram construídas a cúpula e as varandas em frente ao relógio, além do aumento das laterais, preservando as antigas torres. As obras iniciaram em 1950 e foi reinaugurada em 1966.
7 DE ABRIL DE 1853 - CÂMARA DE VEREADORES
Em sete de abril de 1853 foi instalada a Câmara de Vereadores, sendo esse o verdadeiro ato de emancipação. Seus primeiros trabalhos aconteceram em um prédio comprado em 1852, por Henrique Guilherme Fernando Halfeld e sua segunda esposa, Cândida Maria Carlota Tostes, por três contos e quinhentos mil réis, na esquina da Rua Direita (Av. Rio Branco) e Rua da Califórnia (Rua Halfeld), no local, onde mais tarde, foi construído o prédio antigo da prefeitura. Neste local funcionava também, a cadeia pública.
VEJA- HISTÓRIA DO PODER LEGISLATIVO DE JUIZ DE FORA

A PARTIR DE 1809 -A ERA DO CAFÉ
"Em 1809 a cafeicultura chegou à Minas Gerais pela margem norte do Rio Paraibuna e os fluxos migratórios aumentaram sensivelmente dirigindo-se diretamente para a Zona da Mata".
Giovanini e Matos(2004)
fundamentosarqeurb.files.wordpress.com
Durante o século XVIII e começo do século XIX várias fazendas foram formadas nessa região.Desde 1820, já se tinha notícia de um povoado nessa região conhecido como Santo Antônio do Paraibuna, pertencente ao município de Barbacena. A produção das fazendas era basicamente de subsistência e existia um arraial com um pequeno comércio que atendia as pessoas que por aqui passavam.Foi a cafeicultura a responsável pelo desenvolvimento da cidade nesse período.
De 1850 a 1870, Juiz de Fora vivenciou expansão da economia cafeeira, juntamente com a tendência regional, tornando-se o principal produtor de café da Zona da Mata mineira em torno de 1855, posto que abandonou somente nas primeiras décadas do século XX.
A produção das fazendas era levada das fazendas para a para a cidade e depois para Rio de Janeiro onde eram comercializadas.
Em consequência disso, ao comércio e os serviços se desenvolveram e os fazendeiros construíam suas casas na cidade.
http://www.ufjf.br/lahes/files/2010/03/c2-a36.pdf
A ESCRAVATURA
A mão de Obra utilizada na cafeicultura era de escravos africanos e à medida que as fazendas de café eram instaladas aumentava a população negra que se tornaram a maioria, em 1855 na Vila de Santo Antônio do Paraibuna haviam quatro mil escravos para 2.400 homens livres. A Província de Minas Gerais e nela, a vila de Santo Antônio do Paraibuna, se destacavam como os mais escravocratas do Brasil, naquela época.
A cultura Africana passou a ter forte presença na cidade. Padre Tiago, negro, foi o primeiro da cidade e fundou a irmandade de Nossa Senhora do Rosário juntamente com fieis afro descendentes.

FINAL DA DÉCADA DE 1850- PALACETE SANTA MAFALDA
Esse prédio situado na esquina da Av. Barão do Rio Branco com Brás Bernardino foi construído no final da década de 1850 pelo Comendador Manoel do Vale Amado, rico fazendeiro que desejava homenagear Dom Pedro II quando de sua primeira visita à Juiz de Fora.
Ao chegar à cidade em 1861 para a inauguração da Companhia União Indústria, o imperador utilizou o casarão, todo ornamentado com mobiliário importado de Paris, para a assinatura de importantes documentos, e também para a cerimônia do Beija-Mão, em que recebia os convidados e pessoas que tinham audiências marcadas. Recusou, porém, a oferta do Comendador para que ficasse com o imóvel de presente, dizendo que só aceitaria se ele fosse doado ao estado para abrigar uma escola ou obra de caridade.
Magoado, Manoel do Vale Amado decidiu que a casa jamais seria habitada, desejo que foi respeitado por seu filho, o Barão de Santa Mafalda. O local só foi reaberto em 1904, ocasião em que foi doado à Santa Casa de Misericórdia e teve todo seu acervo leiloado.
Primeiro Grupo escolar de Juiz de Fora
O Palacete Santa Mafalda foi adquirido pelo estado foi transformado em 1907 no primeiro grupo escolar de Minas Gerais, função que ocupa até os dias de hoje, abrigando a Escola Estadual Delfim Moreira.

11/07/1857 - FRANCISCO BATISTA DE OLIVEIRA
Colaboração de Humberto Ferreira
Nasceu em Entre Rios de Minas, 11 de julho de 1857 e faleceu em  1902 em Juiz de Fora.  
Foi quem inaugurou a casa da Barateza em 1882 na Rua direita, atual Avenida Barão do Rio Branco.
Francisco Baptista de Oliveira Fundou a Academia do Comercio e idealizou o monumento do Cristo Redentor ou Morro do Imperador que foi inaugurado em 1906.
Biografia:
É impossível falar da cultura, da educação e da economia de Juiz de Fora sem fazer referência à família Baptista de Oliveira
O patriarca Francisco Baptista de Oliveira nasceu em Entre-Rios de Minas e chegou a Juiz de Fora em 1882, com apenas 25 anos e muitos sonhos e ideais
Depois de fundar a Casa Barateza, que fez grande sucesso na época, não parou mais
Foi um dos responsáveis pela criação dos bancos Crédito Real e Territorial e Mercantil de Minas Gerais
Ele ainda trouxe a Companhia Têxtil Bernardo Mascarenhas para Juiz de Fora e foi um dos fundadores da Companhia Mineira de Eletricidade
Na área da educação, inspirado nos moldes da Escola de Altos Estudos Comerciais de Paris, criou, em 1894, a Academia de Comércio, com o objetivo de formar diretores comerciais e banqueiros
Hábil escritor, também fundou o Diário de Minas
No Morro do Imperador, em 1900, ergueu um cruzeiro a Cristo Redentor para marcar a passagem do século
Falecendo aos 45 anos, seu legado continuou através de seu filho João Baptista Nunes de Oliveira, que, no início de 1927, fundou a Companhia de Fiação e Tecelagem São Vicente, e de seu neto, Maurício Baptista de Oliveira, que fundou o Grupo CJF e foi responsável por grandes momentos de glória do Tupi, por quem era apaixonado. 

1854- FUNDAÇÃO DA SANTA CASA
A Santa Casa de Misericórdia de Juiz de Fora foi fundada em seis de agosto de 1854, pelo Barão da Bertioga, José Antônio da Silva Pinto, e por sua esposa, a Baronesa Maria José Miquelina da Silva.
Nascido em oito de junho de 1785, na Freguesia da Lage, em Rezende Costa (MG), Barão da Bertioga foi um dos pioneiros do plantio de café na região. Entre 1832 e 1840, o Barão da Bertioga veio residir em Juiz de Fora. Rico, piedoso e sem filhos, ele comprou um terreno perto de sua residência e, em 1854, fundou ali a Santa Casa.
7 /01/1856 - CHEGAM OS PRIMEIROS IMIGRANTES ALEMÃES
Em dois de novembro de 1855, em Hamburgo, na Alemanha, cerca de 150 alemães, os artífices e seus familiares, embarcaram para o Brasil. O veleiro Antílope partiu com destino ao Rio de Janeiro, aonde chegou em 28 de dezembro, após 56 dias de viagem. Ali tomaram um vapor até Estrela, às margens do Rio Inhomirim, nos fundos da baía de Guanabara.
Seguiram todos pelo Caminho de Estrela, e subiram a serra até Petrópolis e de lá foram para Paraíba do Sul de onde seguiram até o destino final em Juiz de Fora, aonde finalmente chegaram a sete de janeiro de 1856, sendo recepcionados com grande festa.
1858 - COLÔNIA D. PEDRO II
Em 1858 vieram os colonos alemães em cinco barcas, todas originárias de Hamburgo com destino ao Rio de Janeiro. No período de maio a agosto, chegaram a Juiz de Fora cerca de 225 famílias num total de 1.162 imigrantes.
Esses alemães ficaram por quase um ano instalados num acampamento na subida do antigo Morro da Gratidão, atual Morro da Glória, ao lado de um lago fétido (largo de S. Roque).
Enfim foram viver na Colônia agrícola D. Pedro II, que depois foi chamada de “colônia de cima” e após a proclamação da república passou a se chamar Colônia São Pedro.

Ao longo do tempo a colônia Alemã contribuiu vigorosamente para o desenvolvimento empresarial de Juiz de Fora com atuação em diversos setores: Cervejarias, comércio em geral, mecânicas, alimentos (Balas, panificação, doces, carnes etc.) e industrias, por exemplo. Além disso forneceu mão de obra especializada para ao industrias.
Alguns exemplos de empresas de imigrantes alemães que contribuíram para o desenvolvimento de Juiz de Fora:
Construção e materiais de pintura (Irmãos Surerus) - Fábrica de Molas Schröder (João Schröder) - Fábrica de Carruagens e Carroças (Henrique Griese) - Fábrica de Caramelos e Balas (Frederico Plöterle) - Fábrica de Caramelos e Balas (Cristhiano Horn) - Fábrica de Caramelos e Balas A Suíça (Augusto Degwert) - Fábrica de Caramelos e Balas A Petropolitana (Otto Loefler) - Tipografia Brasil (Hermann Erhardt) - Tipografia Winter (Frederico Winter) -Tipografia Schimitz (Paulo Schimitz) - A terceira fábrica de pregos do Brasil “São Nicolau” (Edmundo Schimidt) - A primeira fundição de ferro gusa (Pedro Schubert) - Malharia Stiebler (Carlos Stiebler) - Malharia Waltemberg (Waltemberg) - Mecânica Central, da firma Otto & Irmão - A primeira indústria de tecidos de malha de Minas Gerais (Antônio Meurer) -Curtume Surerus (João, Henrique e Oscar Surerus) - Curtume Poço Rico (Waldemar Freesz) – Curtume Krambeck - Cervejaria José Weiss (José Weiss) – Gráfica Rio Branco (José Pedro Weiss - Cervejaria Borboleta (Irmãos Scoralick) -Cervejaria Poço Rico (Irmãos Freesz) - Cervejaria Winter (Frederico Winter) - Açougues Glória, Jacobana, Stephan (Família Stephan) – Açougue Bartels ( Família Bartels) - Fábrica de doces Brasil.
 VEJA:COMUNIDADE ALEMÃ DE JUIZ DE FORA 
1865- PRIMEIRO PLANEJAMENTO URBANO DE JUIZ DE FORA
Foi iniciado o primeiro planejamento urbano da cidade, ficando a cargo do engenheiro Gustavo Dolt com o alinhamento e nivelamento das ruas, na demarcação de praças e logradouros públicos e na previsão do futuro traçado da sua parte central
1861- ESTRADA UNIÃO INDÚSTRIA
A Companhia União Indústria foi criada por Mariano Procópio em 1854, com o principal objetivo de construir a Estrada União Indústria, entre Petrópolis e Juiz de Fora. 

Foi através do decreto imperial n.º 1.301, assinado por D. Pedro II em sete de agosto de 1852 e aprovado pela Assembleia Geral Legislativa em 11 de setembro, que  surgiu a autorização para construir e explorar, por 50 anos, duas estradas: Uma saía de Porto Novo do Cunha e passava por Barbacena para chegar a São João Del Rei, a outra bifurcava com a primeira, passava por mar de Espanha e chegava à Ouro Preto.
Ao começar as obras, quatro anos depois, o projeto já tinha sido modificado para uma só estrada, ligando Petrópolis à Juiz de Fora.
O decreto proibia a utilização de mão de obra escrava o que levou Mariano a contratar artífices alemães para executar a empreitada.
Foram contratados para o projeto: O Capitão José Maria de Oliveira Bulhões, assistido por José Koeller e seu filho, além de dois engenheiros franceses: Flageollot e Vigouroux.
Para viabilizá-la, fundou-se, então a Companhia União e Indústria.
A construção seguiu o traçado do Caminho Novo por onde só passavam pedestres e tropas de burro com trechos sinuosos e íngremes que foram retificados para permitir a passagem de carruagens.
Não havia máquinas para executar estes serviços e as obras eram executadas à mão.
O Início da Construção se deu em 12 de abril de 1856, com a presença de D. Pedro II, em Petrópolis. 

Em determinado momento, cerca 1500 pessoas trabalhavam nessa empreitada, inclusive muito escravos, embora, a autorização de D. Pedro II para a construção da estrada, proibia essa prática. Os escravos eram alugados nas fazendas onde a estrada era construída. 
[... "O capital inicial da Cia. União e Indústria era de 5 mil contos e a empresa tinha o objetivo de ser uma prolongamento das comunicações dos empreendimentos do Barão de Mauá; a linha de navegação a vapor da Corte ao porto de Mauá à Raiz da Serra e a estrada de rodagem da serra até a Vila Teresa.
O capital seria remunerado, com a renda de 5 por cento sobre as cargas transportadas garantida por lei provincial, mais tarde aumentada de 2 por cento por lei imperial.
Mas a construção da estrada de ferro D. Pedro II veio a ameaçar a vida da Cia. União e Indústria.
Ao termino das obras de construção da rodovia, a Cia. defrontava-se com dificuldades financeiras, dadas às grandes despesas realizadas. Felizmente, para a empresa as obras de construção da estrada de ferro demoraram e a União e Indústria pôde respirar.
A verdade porém é que mariano Procópio, o grande responsável pela União e Indústria, estava arruinado quando faleceu em 14 de fevereiro de 1872.
Seus bens foram à praça e sua viúva fez enorme esforço para preservar a chácara onde morava em Juiz de Fora."[...]
LINK A HISTÓRIA DE PETRÓPOLIS CLAUDIONOR DE SOUZA ADÃO
O local onde funcionava a Cia. União e Indústria foi cedido em 1882 para a fábrica de tecidos Steele, Morrith e Whytaker, conhecida como “Fábrica dos Ingleses”, mais tarde, “Industrial Mineira” e, finalmente, Companhia Têxtil Ferreira Guimarães.
LINK RELATÓRIO DA CIA UNIÃO INDÚSTRIA
LINK A CIA UNIÃO INDÚSTRIA EM DIFICULDADES

1861- MUSEU MARIANO PROCÓPIO
Mariano Procópio iniciou em 1861 a construção da Villa Ferreira Lage, onde posteriormente se instalou o primeiro museu histórico de Minas Gerais, fundado em 1915 por seu filho ALFREDO FERREIRA LAGE.
10/01/1865 - ALFREDO FERREIRA LAGE
Com sete anos de idade com a morte do pai, Alfredo foi morar na Europa e quando voltou foi morar em São Paulo para se formar em advocacia. Casou-se com a pintora espanhola Maria Pardos, após a morte de sua mãe foi morar no Rio de Janeiro.
Alfredo, além de advogado foi fotógrafo, jornalista e colecionador de obras de arte, minerais preciosos e móveis raros, c0m os quais decorava a Villa Ferreira Lage que recebeu de herança em Juiz de Fora. Foi advogado, fotógrafo e jornalista, faleceu em 27 de janeiro de 1944.
Alfredo Ferreira Lage não teve filhos e doou seus bens à cidade. Já em 1934 abriu ao público o belo parque que ficava em torno de sua residência. No mesmo ano fez a doação do Museu e de toda área em torno para o município no valor de três mil contos de réis (aproximadamente 150 milhões de dólares em valores atuais).
Em 1915 o anexo construído à residência principal já funcionou como museu.
Alfredo criou a Sociedade Conselho de Amigos do Museu Mariano Procópio, dirigindo a fundação e o próprio museu até sua morte em janeiro de 1944.
Alfredo Ferreira Lage é o patrono da cultura em Juiz de Fora,o principal órgão da cultura municipal é a FUNALFA (Fundação Cultural Alfredo Ferreira Lage)

1870- A CIDADE NESSA ÉPOCA
Juiz de Fora se colocava em primeiro lugar na contribuição para os cofres de Minas Gerais Nessa época a cidade possuía muitas fazendas mais de 170 estabelecimentos comerciais e de serviços: 107 casas de negócios, 13 mascates, oito hotéis, cinco farmácias, quatro mascates de joias três relojoeiros, dois carniceiros, dois alfaiates, dois barbeiros, duas padarias, dois cambistas, uma casa de lavar chapéus, um livreiro, um 

1870- PRIMEIRO JORNAL
Circula o primeiro jornal da cidade "O Constituinte”
1872 -O "PHAROL"
Esse periódico foi publicado entre 1872 e 1939. Outros que se destacaram durante o século XX foram: Gazeta da Tarde, Lar Católico, Correio de Minas, Jornal do Commercio, O Lince, Diário mercantil e Diário da Tarde (Associados) e mais recentemente a Tribuna de Minas e o Diário Regional.

1873 - FAZENDA SALVATERRA
Localizada no bairro de mesmo era uma acolhedora instância de repouso porque, no local, descobriu-se uma fonte de sais de tório, considerada benéfica para a saúde. Salvaterra acabou marcando época na vida social de Juiz de Fora. O fim do ciclo do café e da escravatura levaram-na ao quase abandono na década de 50.
Atualmente, reestruturada por Monica Veloso é uma empresa produtiva da produção orgânica.

1875 - O TREM CHEGA À JUIZ DE FORA
A primeira estação de trens de Juiz de Fora foi inaugurada em 1875, ali chegavam trens de passageiros da Rede Ferroviária Central do Brasil. Bem ao lado em 1884 foi inaugurada em a estação Estrada de Ferro Leopoldina, de onde saíam os trens para São Geraldo, na linha de Caratinga dessa ferrovia.
O comércio, então, no final do século XIX se colocava ao entorno desse complexo ferroviário, praça da estação, Rua Paulo de Frontin, e daí começou sua expansão para o formato atual.
Em 1996 circulou em Juiz de Fora, pela ultima vez, um trem de passageiros chamado Xangai.

20/03/ 1878 PALÁCIO BARBOSA LIMA
A Atual sede da Câmara dos Vereadores foi construída em 1876. O Juiz de Direito Joaquim Barbosa Lima liderou uma campanha que arrecadou 60 contos de réis, o que foi suficiente para construir o prédio em que funcionaria a Câmara e o Judiciário.
No andar inferior funcionavam os cartórios, coletoria estadual e outras repartições públicas municipais e acima, o tribunal do júri e a Câmara. A inauguração aconteceu em 20 de março de 1878 com a ilustre presença do Imperador D. Pedro II. Na ocasião foi oferecido um laudo banquete.
1878 -IGREJA DE SÃO SEBASTIÃO 
Foi inaugurada no mesmo dia do Palácio Barbosa Lima, 20 de março de 1878. Foi construída por iniciativa de João Ribeiro Mendes, num terreno cedido por Henrique Halfeld, medindo, 50 palmos de frente, por 80 de fundos. O imóvel foi construído e deixaram espaço livre para o Jardinação
1878- RUA HALFELD MACADAMIZADA
A Rua Halfeld é o coração da cidade de Juiz de Fora, o centro simbólico das atividades empresariais e onde acontecem as principais manifestações culturais e políticas da cidade. É uma linha reta que liga o pé do Morro do Cristo ao Rio Paraibuna e, bem no meio, o Calçadão. Já em 1878 era macadamizada, mão única em 1884 e a luz elétrica foi instalada em 1889 substituindo os lampiões.
No princípio do século XX, o comércio se concentrava na praça da estação e nessa rua predominava as casas de dois andares, com sacadas para o exterior onde os moradores apreciavam os acontecimentos, mas, a partir da década de 30 surgem os prédios construídos com a arquitetura mais voltada para seu interior.
Nas décadas de 60 e 70 as instituições bancárias tomam conta da rua no trecho entre a Av. Barão do Rio Branco e a Av. Getúlio Vargas e o comércio se desenvolve ali e nas ruas adjacentes.
Em 1987 foi construído o Calçadão dando um estilo mais contemporâneo a esse logradouro.
Rua Halfeld é o centro do centro de Juiz de Fora
“Juiz de Fora tem a melhor Rua Halfeld do mundo”

1880- PARQUE HALFELD
Foi criado com o nome de Largo Municipal, o primeiro logradouro público da Vila de Santo Antônio do Paraibuna.
A área foi adquirida pela Câmara Municipal, em 1854, do engenheiro Henrique Guilherme Fernando Halfeld.
Nesse local se instalavam as companhias de “circo de cavalinhos, touradas e cavalhadas”.
Em 1880, foi elaborado um projeto seguindo modelo de jardim inglês, objetivando tornar o espaço mais agradável, ficando seu desenvolvimento sob a responsabilidade do arquiteto Miguel Antônio Lallemond que nele propôs a criação de jardins, passeios e fontes e o plantio de árvores.
A segunda intervenção urbanística aconteceu em 1901, quando o Largo Municipal foi completamente remodelado pela Cia. Pantaleone Arcuri e Spinelli com o financiamento de Francisco Mariano Halfeld, filho do engenheiro Henrique Halfeld. Passa a denominar-se então Praça Coronel Halfeld.
Novas reformas paisagísticas aconteceram durante as décadas de 50 e 60 sendo a última ocorrida em 1981. Os únicos elementos remanescentes do projeto de 1901 são a ponte e o quiosque com estrutura imitando bambu e o lago.

15 /O3/1881 - COMPANHIA FERROCARRIL DE BONDES
Nessa data foi implantada em Juiz de Fora a o primeiro transporte público de Minas com tração animal.
1885- BERNARDO MASCARENHAS CHEGA À JUIZ DE FORA
Bernardo Mascarenhas nasceu em 1846, na fazenda São Sebastião, Tabuleiro Grande em Curvelo. Aos doze anos, ele ingressou no Colégio Caraça, o melhor, de Minas Gerais. Aos 18 anos recebeu do pai a quantia de 26 contos de réis para começar sua vida.
Empregou a quantia em uma sociedade com seu irmão Caetano na compra de gado magro, que era posto a engordar na fazenda São Sebastião e depois revendido com lucro.
O negócio prosperou e, complementado com o comércio de sal, garantiu a subsistência dos irmãos.
Apesar de tentar seguir os passos do pai, em um determinado momento, Bernardo decidiu montar uma fábrica de tecidos movida a energia hidráulica. Montou então com alguns parentes a Companhia Cedro em Paraopeba, MG, que iniciou suas atividades em 1872.
Por volta de 1885, Bernardo mudou-se para Juiz de Fora, onde participou da fundação do Banco de Crédito Real de Minas Gerais.
Ele adquiriu então terrenos em diversas partes da cidade, construindo em um deles, próximo à Estação Ferroviária, a Companhia Têxtil Bernardo Mascarenhas, inaugurada em 1888.

30/06/1885 - IGREJA LUTERANA (Praça Agassis)
Sob a direção do senhor Detlef Krambeck e seus auxiliares João e Henrique Surerus, construiu-se um templo que foi inaugurado na cidade e de caravanas procedentes de Petrópolis, Mar de Espanha e Leopoldina, inaugurava-se festivamente a Igreja Luterana da Colônia de São Pedro.
20/06/1886- Fundação efetiva da Comunidade Evangélica Luterana
Nessa data ocorre a fundação efetiva da Comunidade Evangélica Luterana através da aprovação dos estatutos. Em 1887, a comunidade se tornou autônoma após já terem constituído o presbitério no ano anterior.
1887



























1887 - PRIMEIRO BANCO
O Banco Territorial e Mercantil
 de Minas foi criado por por Bernardo Mascarenhas, Francisco Batista de Oliveira e Marcelino de Brito Ferreira de Andrade, que deu autonomia financeira ao do município, mas o banco faliu em 1892. 
1888- A ERA DA INDÚSTRIA
A riqueza gerada pela cafeicultura possibilitou a criação e o desenvolvimento do mercado secundário em Juiz de Fora. No final do século XIX começa a fase industrial, que se tornará nossa atividade principal após a queima do café em 1930.
Bernardo Mascarenhas, foi uma liderança entre dos pioneiros. Em 14 de maio de 1888, abriu a Tecelagem Mascarenhas, em 1889, fundou a usina de Marmelos
A energia possibilitou a instalação de mais de 150 indústrias na cidade alem de modernizar com eletricidade algumas que estavam em funcionamento: Fundição Kascher (1865), Curtume Krambeck (1877), S.A. Henrique Surerus (1886) e Cia. de Fiação e Tecelagem Mineira (1887).
A mão de obra dos alemães, trazidos por Mariano Procópio para a colonização, e dos Italianos, contribuiu fortemente nesse processo.
Juiz de Fora foi então, chamada de “Manchester Mineira” (comparando- a com a cidade inglesa de Manchester) ou “A Barcelona Mineira” como a nominou Ruy Barbosa, quando em visita a Associação Comercial em três de abril de 1919.

1888 - CIA MINEIRA DE ELETRICIDADE
A companhia foi fundada por Bernardo Mascarenhas e Francisco Batista de Oliveira em 1888 num primeiro momento para atender à industria de Bernardo, depois às outras indústrias. A C.M.E. construiu a primeira usina hidrelétrica do Brasil, Marmelos-Zero, no Rio Paraibuna, em Juiz de Fora, no ano seguinte. Posteriormente foram construídas outras usinas no mesmo rio.
A companhia foi de extrema importância para a industrialização de Juiz de Fora, que no início do século XX era a cidade mais rica e industrial de Minas Gerais, sendo suplantada somente pelo Rio de Janeiro e São Paulo no Brasil.
A C.M.E também instalou a iluminação pública elétrica da cidade substituindo os lampiões a gás,atendia a demanda das indústrias durante o dia e a iluminação pública à noite.
A utilização de equipamentos elétricos era fator de distinção das empresas que a utilizavam, pois , conforme a revista de História Econômica & Economia Regional Aplicada – Volume 3 Nº 5 Jul-Dez 2008 "Em janeiro de 1901, O "Pharol" divulgou um quadro da industrialização juiz-forana, evidenciando as indústrias que contavam com motores elétricos, movidos a vapor e a petróleo, de 13 indústrias, apenas 4 estabelecimentos contavam com a energia elétrica fornecida pela C.M.E: dois do setor têxtil, um ligado a carpintaria e marcenaria e um estabelecimento ligado à fabricação de maquinismos. Uma fábrica de pregos com um motor de combustão interna (utilização de petróleo), 5 estabelecimentos utilizavam a força a vapor, 2 estabelecimentos contavam com força motriz elétrica não fornecida pela C.M.E. A Fábrica de Tecidos Industrial Mineira utilizava força a vapor e força hidráulica. As empresas eram auto-produtoras de energia. O carvão era neste período a base de força mecânica das indústrias de Juiz de Fora. Aos poucos esse quadro foi alterando.


1888 - IMIGRANTES ITALIANOS EM JUIZ DE FORA 
Em 1888 foi instalado na “Tapera” um abrigo de imigrantes para receber os italianos que chegavam à cidade pela estação de Mariano Procópio, vindos do Rio de Janeiro. Desse local eram encaminhados para as lavouras de café, onde substituíam a mão de obra escrava e para as indústrias.
A hospedaria Horta Barbosa foi projetada para receber 400 pessoas que ali ficavam por dez dias em média, mas, em novembro de 1888, dois meses após sua inauguração cerca de 2.000 imigrantes superlotavam essas instalações.
Com o tempo muitos desses italianos se capitalizaram e estabeleceram no comércio do ramo alimentício, padarias ou armazéns, construção civil e no setor de distribuição de jornais e revistas.
A comida italiana, principalmente as massas e pizzas, deslumbrou a todos os Juiz-foranos e sua presença na culinária se tornou muito forte.
Em 1939 foi erguida a Casa d’Itália, na Av. Rio Branco. O prédio em estilo Art déco, foi construído pela Companhia Industrial e Construtora Pantaleone Arcuri e Spinelli com o apoio dos italianos de Juiz de fora e do governo fascista de Mussolini. Em 1942, quando o Brasil declarou guerra aos países do Eixo, a casa foi ocupada pelos militares e só devolvida aos italianos em 1953.
Outro Prédio importante é ao da Associação Cultural e Beneficente Ítalo-Brasileira Anita Garibaldi, criada em 1946 e cinco anos depois fundiu-se com a Associação dos Irmãos Artistas, criada por operários em 1908. A nova organização instalou-se na Avenida Rio Branco, 1262 e encerrou suas atividades na década de 60. A Casa de Anita só voltou a funcionar em 1993, com atividades culturais. O prédio foi restaurado com apoio da UFJF e de iniciativas privadas. A Igreja São Roque, é mais uma herança desse povo que deixou marcas na identidade de Juiz de Fora, tornando-se conhecida como a mais italiana das cidades mineiras no final do século XIX.

LINK:COMUNIDADE ITALIANA DE JUIZ DE FORA  
1889- USINA DE MARMELOS
Foi a primeira grande usina hidrelétrica da América do Sul, inaugurada em Juiz de Fora, Minas Gerais, no ano de 1889
O empreendimento foi idealizado por Bernardo Mascarenhas, importante industrial de Juiz de Fora, fundador da Companhia Mineira de Eletricidade em 1888
A Usina de Marmelos foi projetada para atender não apenas as indústrias de tecidos do empresário, mas também para fornecer eletricidade à iluminação pública da cidade, antes alimentada a gás
A usina está localizada no Rio Paraibuna, às margens da Estrada União e Indústria, outro importante marco da engenharia no Brasil no século XIX
O pioneirismo valeu a Juiz de Fora o título de "Manchester Mineira"
A crescente demanda por energia levou sucessivas expansões da usina, que atualmente conta com uma potência instalada de 4 MW, sendo portanto uma PCH (Pequena Central Hidrelétrica), conforme a classificação adotada pela ANEEL atualmente.
A Companhia Energética de Minas Gerais adquiriu a hidrelétrica em 1980
Em 1983, a Usina de Marmelos foi tombada pelo patrimônio municipal de Juiz de Fora e transformada em espaço cultural.
Foi instalado na edificação da usina o Museu de Marmelos Zero, que desde 2000 é administrado pela Universidade Federal de Juiz de Fora.
Obs. : Juiz de Fora já possuía energia elétrica antes de Paris .

1889 - GRANBERY
O Colégio Americano Granbery foi fundado em oito de setembro de 1889 por Metodistas, tendo à frente o professor J. M. Lander, seu primeiro curso foi o de Teologia, fundado em 1890, pois a ideia era a de preparar pastores. Posteriormente se dedicou ao ensino desde a infância até ensino médio sendo que em 1999 inaugurou, também, a Faculdade Metodista Granbery.
Nessa instituição foram criados em, 1904, os cursos de Farmácia e Odontologia e as faculdades de Direito (1911) e Pedagogia (1928) que posteriormente vieram a integrar a UFJF.

1889 - BANCO DE CRÉDITO REAL DE MINAS GERAIS
Foi criado pelos fazendeiros da região sob a liderança de Bernardo Mascarenhas, Francisco Batista de Oliveira e Marcelino de Brito Ferreira de Andrade instituição com autorização pela carta régia de D. Pedro II emitida em 1889 e até o início da década de 1920 foi o único banco da Zona da Mata. Com o apoio dessa instituição financeira os agroexportadores passaram a comercializar direto com as firmas exportadoras do Rio de Janeiro.
Em 1911 o Estado assume o controle do banco e em 1919 realiza sua encampação de fato, tornando-o uma instituição oficial.

A história do Credireal se encerra em 1997 quando é adquirido pelo Bradesco por mais de 121 milhões.
MUSEU DO BANCO DE CRÉDITO REAL
Foi fundado em 1964, pelo presidente do banco à época, José Tostes de Alvarenga Filho, na sede do antigo Banco de Crédito Real de Minas Gerais, à Rua Halfeld, esquina com Avenida Getúlio Vargas
Reúne em seu acervo próximo de 82.000 documentos como empréstimos, relatórios, balancetes, carteiras, escrituras, notas promissórias, cheques e de 10.000 fotografias, filmes e livros, além de peças de mobiliário, maquinário, objetos de escritório e cédulas e moedas da época do Brasil Colônia à atualidade e também de outros países. A carta régia que autorizou sua criação, também se encontra no acervo do museu.
 
03 /09/1890 -2º BATALHÃO DA POLÍCIA MILITAR
"Dois de Ouro"A Polícia Militar de Minas Gerais é a instituição mais antiga, e uma das mais bem preparadas dentre todas as Polícias do Brasil, com 239 anos de existência. A corporação tem a sua origem no Regimento Regular de Cavalaria de Minas, em nove de junho do ano de 1775, no distrito de Cachoeira do Campo, município de Ouro Preto, o qual tinha como missão guardar as minas de ouro descobertas na região de Vila Rica (Ouro Preto) e Mariana.
Seu patrono é Tiradentes, herói da Inconfidência Mineira, e que serviu no Regimento Regular de Cavalaria de Minas.
Atualmente (2014), nos 853 municípios do Estado de Minas Gerais, a Polícia Militar de Minas Gerais conta com aproximadamente 50.000 integrantes, sendo a segunda maior Polícia do Brasil.
O Segundo Batalhão de Policia Militar de Juiz de Fora foi criado em três de setembro 1890, pelo Presidente João Pinheiro da Silva e instalado em Uberaba e transferido para Juiz de Fora em 18 de julho de 1911 a pedido do prefeito Antônio Carlos Ribeiro.
Conhecido como "Dois de Ouro" policia 13 cidades da Zona da Mata. 

FINAL DO SÉCULO XIX - OS ÁRABES EM JUIZ DE FORA
Os Árabes chegaram aqui dispostos a trabalhar e prosperar, deixando para trás um passado sobre constante ameaça de guerras. Isso ocorreu a partir do finalzinho do século XIX e não contaram com incentivos ou subvenções do governo.
Sessenta e nove famílias vieram da Síria e cerca de trezentas, do Líbano e foram se estabelecendo pelas ruas Marechal Deodoro, Batista de Oliveira, Halfeld e Avenida Getúlio Vargas.
Primeiramente viviam como mascates, mas com o tempo, e percebendo que não retornariam para sua cidade de origem, juntavam um dinheiro e investiam em lojas.
Investiram também em outros ramos, Em 1950, José Gattás entrega à cidade o prédio que construiu para abrigar o Hotel Centenário. Em 1960 terminou a construção do edifício Brasília, de 11 andares, erguido para sua família. Os altos edifícios começavam a mudar a paisagem da cidade.

http://www.ufjf.br/lahes/files/2010/03/c1-a37.pdf
http://www.ufjf.br/ppghistoria/files/2009/12/Juliana-G-Dornelas1.pdf
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NOTÍCIAS ATUAIS SOBRE YABROUK-GUERRA NA Síria
1893 - PRIMEIRO JOGO DE FUTEBOL NO BRASIL FOI EM JUIZ DE FORA
Ernesto Giudice Filho, professor de História com formação em Arquivística, encontrou nos arquivos do Instituto Metodista Granbery, que o seu primeiro reitor
John McPhearson Lande registrou em 1893 que houve a introdução de “foot-ball e tennis” no Granbery. O registro seguinte, do mesmo ano (em 24 de junho), fala da realização do “field day”, um evento com várias competições de atletismo, críquete e “foot-ball” entre alunos.
Dois times formados por estudantes e denominados de Gregos e Troianos se enfrentaram no campo do Granbery, local onde hoje estão os vestiários da parte esportiva da instituição. A palavra “foot-ball” causaria dúvida, pela possibilidade de ser uma referência ao futebol americano, do país de nascimento de Lander. No entanto, uma carta escrita pela filha de reitor, quase um século depois, indica que a palavra fazia menção ao esporte criado na Inglaterra.
Houve também uma nota escrita por Mary Lander, datada de 1984, escrita em inglês, dizendo que John Lander havia introduzido o "soccer" no Brasil após assistir às partidas na Inglaterra, trazendo uma bola e um livro de regras para os alunos do Granbery. Vinte anos depois, a filha de Mary (neta de Lander), chamada Elizabeth, fez uma visita ao Instituto, viu o documento e reconheceu a letra da mãe.

Primeira citação que trata da introdução do futebol no Granbery, em março de 1893 (Foto: Bruno Ribeiro)

Na oitava linha da segunda citação, Lander documenta que houve jogos de "Football entre os Gregos e os Troianos", em 1893 (Foto: Bruno Ribeiro)